3 de nov de 2010

A Gênese do Planeta Terra no Sistema Solar.

Foi no século VI a.C. que o homem grego, de forma racional, especulou a physis no esforço de obter respostas para as interrogações filosóficas a respeito do ser humano acerca do mundo. Buscava, então, vencer o dogmatismo mitológico e estabelecer uma explicação para sua existência, para os fenômenos naturais e para a vida social da Grécia. Pois já não era mais possível aceitar qualquer explicação que não fosse racional. O homem grego armado de sólido conhecimento em matemática, geografia e astronomia, naquele momento, caracterizou e ainda caracteriza a Ciência até os nossos dias.

Em tempos atuais, a investigação da origem e evolução do planeta Terra é feita na analise do espaço exterior mais longínquo e, ao mesmo tempo, às evidências que temos do passado mais remoto. É bom lembrar que, a origem do Planeta Terra está ligada intrinsecamente à formação do Sol, dos demais planetas do Sistema Solar e de todas as estrelas a partir de nuvens de gás e poeira interestelar. A tendência das partículas constituintes dessas nuvens, principalmente de H e He, é de se aproximarem e se compactarem. Esse processo demora milhões de anos, mas sua continuidade vai formando uma região muito densa e de temperatura extremamente alta. Quando a temperatura atinge valores de alguns milhões de graus Celsius, têm início as relações nucleares, em que átomos leves se fundem originando átomos mais pesados e uma enorme quantidade de energia.

Acredita-se que o Universo tenha se originado há cerca de 13 bilhões de anos de um ponto de partida, um ponto reunindo toda matéria e energia do Universo, que explodiu no evento único e original que os físicos denominaram Grande Explosão (Big Bang) e que ainda permanece em expansão. Por outro lado, a terra deve ter sido formada com o Sistema Solar, há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Em relação à expansão, não é a distância entre estrelas de uma galáxia que está aumentando, e nem a distância entre galáxias de um aglomerado, visto que tanto as primeiras como as últimas estão ligadas entre si pela atração da gravidade. A expansão do Universo significa que aumenta continuamente o espaço entre os aglomerados galácticos que não estão suficientemente ligados pela atração gravitacional.

Tendo no centro o Sol, nebulosas gasosas se condensaram e deram origem a planetas de vários tamanhos. Os planetas relativamente pequenos, como o nosso planeta, continuaram colidindo e incorporando planetas menores, desenvolvendo planetas cada vez maiores. Existe a teoria de que a Lua, que gira em torno da Terra, teria se originado do choque entre planetas do tamanho do planeta Marte, há 4,5 bilhões de anos.

Ao girar em torno da Terra, a Lua produz, pelo efeito de sua força gravitacional, o fenômeno das marés nos oceanos do nosso planeta. As marés enchente e vazante imprimem nos organismos marinhos o ritmo da vida. Além de influenciar nas camadas superficiais da Terra, a maré interfere também sobre as mudanças globais do nosso planeta. Finalmente, pode-se pensar até que a Lua funcione também como escudo, protegendo a Terra contra o impacto de muitos meteoritos.

Se o corpo celeste que deu origem à Lua fosse um pouco maior, é provável que a Terra tivesse desaparecido, pois acredita-se que, quando os planetas ainda estavam em formação, colidiam mutuamente com freqüência 100 milhões de vezes superior à atual. As colisões interplanetárias da época eram numerosas e envolviam a própria sobrevivência. Nessa incrível e dura batalha, por um feliz acaso, a Terra “sobreviveu”.

Toda vez que a Terra incorporava
pequenos planetas e meteoritos, a energia de colisão se convertia em calor, com centenas de graus, e sua superfície se transformava num “mar de magma”. Essa situação de verdadeira bola de fogo corresponde à imagem da Terra em seus primórdios. Há cerca de 4,3 bilhões de anos, entretanto, ocorreu um resfriamento, com conseqüente transformação do vapor em água líquida, que originou um oceano primitivo. Assim, o nosso planeta foi recoberto por uma capa relativamente delgada de água, cuja espessura média chegava a 4 km. É lógico que esta é uma explicação extremamente simplificada do que realmente aconteceu, mas dá uma razoável idéia do processo.

Osvaldo Barreto

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