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21 de abr. de 2012

Virtuais Loucos


Ruas escuras,
Praças escuras,
E nas casas há uma luz.
No tubo de ensaio,
Tubo de imagem,
No tubo da mente comprimindo versos.
Há uma esperança,
Uma lembrança,
Um sorriso...
E lágrimas.

Os loucos estão amotinados,
Rebelados,
Revoltados,
Amaldiçoados...
Num farol de conceitos.
Expondo defeitos
Na busca da perfeição.

Loucos desvairados,
Loucos apaixonados,
Maníacos solitários...
Pelos seus delírios intermináveis.
Loucura sem acabamento!!!
Sem cabimento!!!
Sem conclusão!!!
SEM...

FIM!!!

Denominação Original da poesia: Overmundo (Um site de loucos amotinados)

13 de abr. de 2012

Entre outras...palavras...


Perco-me.

Chaves perdidas,
Passos perdidos,
Lágrimas esmagando face.

Um olhar perdido
No escuro da rua,
No escuro do teu eu.
Não te encontro,
Perco-me.
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Suicídio Empírico
 
Comprei uma lata de sardinha, farinha e tomates
na barraca de Zé .
Acendi o fogo e assei tudo.
A sardinha, a farinha, o tomate,
a confusão, a depressão e as dúvidas.

Degustei tudo ao sabor da culpa.
Ouvindo o pipilar dançante da solidão.
__________________________________________

Sem Rótulos sociais.

Não dá para pensar em igualdade
sem respeito pela diversidade
de corações,
de mentes,
de pensares,
de paixões.

Qualquer esforço contra as diferenças
é somente conjecturas utópicas e
nada mais que isso.

Não entendo o pierrô que pensa que tudo é definido em torno de uma só denominação
como se um ser
fosse um único ser
e não a essência de múltiplos seres inanimados ou não.

Tudo que é criado
não deixa de ser uma recriação
de juízos de diversos indivíduos.
A própria descoberta da necessidade criadora
é contagiada por diversos fluxos criativos.

Essa forma de discorrer enaltece a liberdade de ser
em qualquer momento
branco, negro, índio, punk, americano, chinês...
De estar integrado ao Brasil,
de me sentir azul.