31 de ago. de 2007

Entrevista com Sebastião Firmiano

Continuando o nosso garimpo por entrevistas com bons autores, no mundo da internet, encontramos um que não podia estar de fora dessa lista, que já tem JJLeandro, José Dagostim, e Rangel Castilho. A nova aquisição se chama Sebastião Firmiano. Paulista, poeta autodidata, eletricista de formação e boêmio por necessidade. Essa é a forma que ele se descreve no seu perfil, no site Overmundo.
Não é por acaso que chegamos muitas vezes a lembrar da biografia de Cartola nessa entrevista. São dois negros que usaram do lirismo como refúgio para sobreviver numa sociedade desigual e racista. Porém, as coincidências param por aí. Na obra de Sebastião Firmiano as rosas desistem de ser estátuas mudas e gritam as suas dores e elevam a auto-estima da raça negra. Agora é hora de, não só ser negro, mas estabelecer um merecimento para tal prestígio.

Veneza de Brasileiros: O que você acha do Firmiano poeta, você faz alguma espécie de autocrítica? Você é muito exigente consigo mesmo?

Sebastião Firmiano: Firmiano é um poeta medíocre, um pouco por incompetência sua ( dele), outro tanto pela mediocridade em que vive afundado este país. Sou poeta? Se sim, Sou, como grande parte dos brasileiros, poeta analfabeto. Num País onde gente passa fome, poesia é luxo, mas luxo necessário.Não sou muito exigente comigo não, a vida já foi muito brava comigo, só tento não dizer a mesma coisa sempre.


Veneza de Brasileiros: E as suas raízes, de onde vem a sua veia poética? Quem são seus autores preferidos?

Sebastião Firmiano: Aos 08 anos eu li Gonçalves Dias, Castro Alves, Olavo Bilac,
Falei, pronto, é isto que eu quero ser( pensei que poeta ficava rico)
Depois descobri que poeta passa fome, mas já estava contaminado.


Uma Noite

Ele trazia nos cabelos o cheiro do cigarro
Trazia na boca o bafo da cachaça
Trazia o pau duro e a risada depravada
De quem come qualquer coisa
Até mesmo carne estragada.

E eu era ela
Sua caça de agora capturada na madrugada
Nas sombras da noite.
Bêbada , de batons borrados
De vestido barato comprado na loja do turco

Mas, para que vestido bom?
Se é para tirar a qualquer hora.
Para que caprichos no baton?
Se só sirvo para que ele
Venha jogar a porra fora
Dar-me algum trocado
E em seguida ir embora.

Sebastião Firmiano


Veneza de Brasileiros: E o lado boêmio de todo poeta, você gosta da boemia?

Sebastião Firmiano: Gosto da boemia e da solidão, da boemia já gostei mais.
Atualmente, por problemas de saúde, saio pouco, ainda bebo bastante.
Tenho uma amizade excessiva com o álcool, embora ele me maltrate bastante.

VB: O que você sente diante de fatos como a violência urbana, a corrupção política e o caos aéreo? Isso tudo está relacionado?

Sebastião Firmiano: Numa sociedade Capitalista o objetivo é sempre o lucro, para tanto todo o sistema educa o povo para o consumo. Ora! Como o povo vai consumir, se ele vive de subemprego, sem educação, e preparo fundamental para realizações, quando a ordem material das coisas é o sucesso fácil da lei de Gerson? A nossa colonização já foi violenta e sem nem um respeito pelas diferenças.
Fico indignado porque quem mais sofre com a violência são os pobres.


Desarranjos

A cortina rasgada
De vermelho paixão
Para quem do lado de fora
Olha
Namora a alcova desarrumada
De um ( ou dois ) corações
Em ações selvagens sobre os lençóis
Manhã com cheiro de sêmen e suor
Invadida pelo sol

Corpos rasgados se remendam
Para um dia longo de preguiça e sono
Ao anoitecer virá um novo encontro
E lençóis já rearrumados.
Sofrerão novos desarranjos.

Sebastião Firmiano



VB: Se pudesse escrever um livro sobre sua vida, qual seria o título?

Sebastião Firmiano: O livro da minha vida se chama” Zé do Óleo “ e esta em elaboração.

VB: E a quem você dedicaria?

Sebastião Firmiano: A toda raça negra brasileira.


VB: A sociedade brasileira trata bem o poeta?

Sebastião Firmiano: A sociedade brasileira não trata bem seus poetas, não trata bem seus idosos, não trata bem suas crianças. A sociedade brasileira é totalmente destratada por uma elite vesga que só olha seus apaniguados , formando assim um cartel do poder e do capital.

No Muro

A dor escrita no muro ta segura
Segura o muro pra não fugir

O amor escrito no muro ta seguro
Seguro na tinta pra existir
Até que o dono do muro venha
Com nova pintura encobrir
Rimas tão pobres desnecessárias

A dor escrita no muro vai sumir
O amor escrito no muro esta em apuro
Mas vai existir.

Sebastião Firmiano



VB: Seu trato poético passa muito pela crítica e pelo retrato da sociedade brasileira, como você vê o nosso país , o nosso povo, e o Brasil em relação ao mundo?

Sebastião Firmiano: Acho que é função de todo artista( ou pretendente) retratar a sociedade e o mundo em que vive, além de contribuir para formar novos valores. Por ter uma sensibilidade aguçada, normalmente o artista sai na frente nas lutas por justiça e mudanças.


VB: Como foi sua infância? Sua família admira o Firmiano poeta?

Sebastião Firmiano: Nasci de uma família (parte descendente de índios, parte de negros). Analfabeto de pai, mãe, e avós. Infância em casebre de pau-a-pique, onde adquiri doença de Chagas. Mas a vida era livre e gostosa só não consegui estudar porque era roça, sem escola e meu pai pobre e doente não conseguia me manter na cidade estudando. Mesmo porque devido as suas doenças e eu ser o primogênito de cinco irmãos me tornei arrimo de família muito cedo. Mas meu pai era ouvido absoluto e tentou me ensinar música, só não aprendi porque sou muito burro.Alguns poemas ainda muito mal feitos naquela época eu li para ele e o veio gostou. Minha mãe sempre gostou.
Hoje de cinco filhas que tenho, três gostam, duas não lêem. Tenho um irmão que é meio poeta, mas ele não sabe disso.
Um tio que eu tinha certa vês disse-me: - Vai arranjar um emprego, caçar o que fazer, que esse negócio de literatura é coisa de vagabundo, viado, maconheiro.


Blefe

Uma dor fora de mim
Segue meu coração sem rumo
Para lugar nenhum

Ando pelo mundo
Me despedindo de coisas sem valia
Com acenos incompreensíveis.

Ergo a bandeira de um país que não existe
Quem desenhou o mapa mundi
Não desenhou lugar para mim.

Não que eu pense muito em mim
Ou que ache que mereça ser pensado
Mas mereço um lugar

Um lugar para morrer.
Onde os vermes que venham
Se alimentar de minha carne podre
Não contamine o resto do mundo.

Não contamine com minha tristeza
Não contamine com a minha alegria
Caso eu venha ser alegre um dia.

Alegria e tristeza, ambas são inúteis
E o mundo já esta cheio de coisas inúteis.
Até minha dor é inútil, porque não cedo a ela
E se eu sorrir não se preocupe, estarei blefando.

Sebastião Firmiano


VB: Como você definiria sua poesia? Seria uma poesia social? Você é um sonhador?

Sebastião Firmiano: Sou sonhador sim, para mim o sonho é imprescindível. Minha poesia é um grito de desespero contra as agressões que a vida, o mundo e a sociedade me fazem.
Rosa Cinza

Tinha um olhar tímido cor de rosa e cinza.
Vários olhares através da cortina.
Espiava o sol de outras janelas
Um meião negro furado com dois olhos.
Uma idéia furada nos miolos

Rodava um pião na palma da mão
Era um vídeo game/ era um três oitão
Procurando saída pra vida, à bala.
Festim dessas crianças sem idade
Para brincar no play ground.

Um dia uma bala inimiga
Como lhe era inimiga a vida
Veio a lhe fazer mal ao fígado
Foi socorrido ali próximo

Num barracão onde moravam
Terezinha e João desligaram a televisão.
Acenderam uma vela, e esperaram.
Diante, daquele olhar cor de rosa e cinza.
Que por fim, se fechou.

Sebastião Firmiano



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22 de ago. de 2007

Rangel Castilho: Pantaneiro De Verdade


Um dos poetas mais respeitados no Overmundo, pelas suas poesias românticas e líricas, com um pé fincado no regionalismo pantaneiro, Rangel conta que já foi boêmio, fala o que acha das atuais manchetes desconcertantes dos jornais e trata um pouco de si mesmo, numa breve e exclusiva entrevista concedida ao Veneza de Brasileiros.

Veneza de Brasileiros-O que você acha do Rangel Castilho poeta, você faz alguma espécie de auto-crítica? Você é muito exigente consigo mesmo?

Rangel Castilho
- Tento ser mais um pintor de situações, de lugares, de emoções.
Os bons poetas estão morrendo, estão sobrevivendo só os cronistas de poucas palavras...
Aí, eu me incluo. Auto-crítica não faço, que não mereço. Mas exigente sou, sim.
Mas, às vezes desvirtuo.

Se Te Encontro Me Entregava - Mergulhava De Cabeça...

Pensei em você a noite inteira
Quando vi era madrugada
Se te encontro me entregava
Mergulhava de cabeça

Se te encontro em natureza
De presença escancarada
Minha alma tão atirada
Mergulhava de cabeça

Hoje
Sonho passado a limpo
Se te encontro com certeza
Rosto corado, passo sorrindo
Diante de tua frieza...

Rangel Castilho


Veneza de Brasileiros-E as suas raízes, de onde vem a sua veia poética? Quem são seus autores preferidos?

Rangel Castilho - Sou uma esponja, vou assimilando vertentes, correntes e escolas. Gosto de pensar que escrever cartas foi que me fez fazer poemas, meus amigos de escola gostavam de me ouvir cantar. Comecei a fazer musicas e letras. Os primeiros autores que me vêm à cabeça:
Manoel de Barros
Fernando Pessoa - nem tudo
Paulo Leminsky...
Ana Paula Ribeiro Tavares !!!! - ( africana )
( Na lavra da fala faço meu trabalho, como a casa sem
porta e sem mobília, não tão perfeita como a casa onde o
rei medita, tão redonda como a casa onde Ozoro e as
meninas aprenderam a condição de mulheres...)


Primeiro Um Sussurro - Agora Essa Canção...

Primeiro um sussurro
um gemido
um grito
um gesto
a intenção
depois a palavra
o verbo
a fala
traduzindo emoção
depois o texto
a poesia
a explicação
primeiro o instinto
a vontade
o tesão
depois sentimento
saudade
amor
a paixão,
agora essa canção

vem dormir comigo
vem ser meu destino
eu sou teu menino
pedindo perdão

Rangel Castilho

VB - E o lado boêmio de todo poeta, você gosta da boemia?

Rangel Castilho - Já bebi muito. Bebia todo fim de tarde, com os amigos. Sozinho,meditando.
Acordei muita madrugada. Parei!
Fumei muitos cigarros. Souza Cruz, deixei muito rica!!!
Parei!!!
Adoro a boemia. Mas isso é pra quem pode!
De vez em quando vou pra esbórnia! Mentira, parei! ( Virei Santo...)
Acho que todo artista tem que experimentar um pouco de rebeldia.
Mas bebida e fumo é bobagem.
Negócio é espaço para respirar!!!!

Pantaneiro De Verdade - Pura Essência...

Este homem pantaneiro
é um esteio centenário
pura essência
feito relicário


Homem de consciência
paciência de santidade
riso solto, liberdade
solene solidariedade


Fonte de sapiência
benevolência, irmandade
austeridade, ciência
é pantaneiro de verdade

Rangel Castilho


VB - O que você sente diante de fatos como a violência urbana, a corrupção política e o caos aéreo? Isso tudo está relacionado?

Rangel Castilho - Não parece uma escada? Violência urbana, coisa nossa, de casa, dos vizinhos, parece normal. Uma grana pro porteiro. Pro policial no trânsito, pro guarda municipal. Depois corrupção política que é coisa nossa, dos vizinhos. Dinheiro de empreiteira, pagamento de pensão. E o caos aéreo? É coisa nossa, parece normal não ter responsabilidade. Não ter honra. Não ter ética. Não ter respeito. Não ter educação. Não parece relacionado? Não parece uma escada?


É Noite Outra Vez - E Tudo Recomeça...


Por sobre o cavalo
o peão pantaneia na lida de gado
o sol inclemente
ponteia as horas
e o tempo obedece
logo, logo escurece
é noite outra vez

As estrelas
que estavam escondidas
no céu aparecem
rompendo o silêncio
os seres da mata fazem uma prece
é noite outra vez

Brilha a lua
feito uma santa encima do altar
e o peito emudece
um milagre a se anunciar
é noite outra vez

A natureza divina
vai desfiando a vida
nesse santuário
até o dia chegar
e tudo reiniciar
como um grande rosário.

A tarde vai escurecer
a primeira estrela aparecer
é noite outra vez.

Rangel Castilho


VB - A sociedade brasileira trata bem o poeta e músico?

Rangel Castilho - A sociedade brasileira não sabe que o poeta e o músico precisam comer e beber para viver.

Chuva e Sol – Casamento de Espanhol....

Barra do dia quebrou jejum
Devorou escuridão
Foi embora nuvem negra
Sol armou imensidão

Teve olhar que se perdeu
Não marcou caminho andado
Fiz do meu um arco-íris
Pra servir de itinerário...

Rangel Castilho


VB - Seu trato poético passa muito pelo lirismo e regionalismo, como você vê o nosso país, o nosso povo, e o Brasil em relação ao mundo?

Rangel Castilho - Brasil - Ante Sala do Paraíso!
Como dizer desse povo magnífico? O que falar do amor, quando a
embriaguez do momento é só torpor? Quem mora no MEU Brasil não sabe que existe o
mundo!

Saudade – E a Estrada Acende a Chama...

O horizonte marejou
E dos olhos que vi correu um rio
O carro que já quer ir longe
E a estrada acende a chama....

Dos lábios um tremor
E dos olhos que vi, morreu o riso
O nome que ouço é o meu
Que o vento dissipa em cirandas...

A estrada acabou
E dos olhos que vi, no meu esvaiu
O que pensei ser pra sempre
A saudade chama lembrança...

Rangel Castilho


VB - Como foi sua infância?

Rangel Castilho - Até os oito anos de idade vivi na cidade mais linda do mundo: Bonito - MS.
Depois na segunda cidade mais linda do mundo: Aquidauana.
Muita natureza, rios, fazendas, cavalos, campos, baías, corixos, pescarias, acampamentos...
E das coisas mais importantes de minha vida destaco as pessoas. Amigas ou não.
Todas foram muito importantes.

Eu, Meus Amigos e a Lua – Ficou Silêncio Em Meu Quintal...

Abro a lua em meu quintal
Empoleiro no galho da goiabeira
Pé de manga quis sombrear
Vaga-lume acendeu fogueira

Cajueiro se sacudiu
Acordou beija-flor azul
Limoeiro quis azedar
Jabuticaba lhe adoçou

Lua cheia iluminou
Fiou silêncio em meu quintal
Ficamos todos olhando o céu
Na primeira noite primaveral

Rangel Castilho


VB - Como você definiria sua poesia?

Rangel Castilho - Escrevo o que se lê nos murais. Nada é pra gente. Mas tudo cabe direitinho na gente.
Camalotes - Ilhas Verdes Trazendo A Cheia...

longe choveu e água correu
enchendo corixos
baías
regatos
desceu as colinas
correu pelos pastos
marejou os olhos dos bichos

camalotes desceram o rio
ilhas verdes trazendo a cheia

quando fica parado filtra a água

de noite esconde sereia

é verde pintando o azul
mistura da mata e as nuvens do céu
no meio do rio passou camalote
trouxe mais água pro leito do rio

Rangel Castilho


Duas Belas Canções de Rangel Castilho. Confira!!!!


Palavras Na Boca – Tudo O Que Eu Sinto Por Você...

Filhos - E uma saudade danada de Gabriel....

Conheça mais de Rangel Castilho.

Blog Rangel Castilho

A 1a Semana de Fotografia do Recife


A 1a Semana de Fotografia do Recife é uma realização
da Prefeitura da Cidade do Recife por meio da Gerência
de Serviços de Fotografia da Fundação de Cultura
Cidade do Recife.

Uma reunião de fotógrafos profissionais, amadores,
artistas visuais, referências do cenário local e nacional,
além do público em geral, para vivenciar a pluralidade
de olhares a partir do fazer fotográfico.

Durante uma semana a cidade receberá exposições, oficinas,
debates, lançamentos de livros, mostras de fotografia,
leituras de portfolio, palestras e muito mais. As atividades
serão descentralizadas e abertas ao grande público.

Em seu primeiro ano, o evento também pretende discutir
e refletir sobre os rumos da fotografia contemporânea,
com destaque para o aspecto da linguagem fotográfica
como ferramenta para educação e arte na perspectiva
de inclusão social.


Oficinas ________________________________

Caixa mágica brincando com a luz
Ricardo Peixoto/PB (Agência Ensaio)
Local: Daruê Malungo (Chão de Estrelas),
27 a 31 de agosto, das 13h às 16h

Foto na lata
Rafael Johann e Paula Biazus/RS
Local: KABUM (Bairro do Recife),
27 a 31 de agosto, das 14h às 18h
Cada participante deve trazer sua própria
lata como forma de estímulo
ao reaproveitamento de materiais.

Outro olhar
Michelle Cristina/MG
Local: Nascedouro de Peixinhos,
27 a 31 de agosto, das 14h às 18h

PIN LUX
Miguel Chikaoka/PA
Local: CCJ – Centro de Comunicação
e Juventude, 27 a 31 de agosto,
das 9h às 12h

Realização e produção fotográfica
Henrique José, Keyla Sena
e Max Pereira (Agência Zoon/RN)
Local: CEFAV (Pátio de São Pedro),
27 a 31 de agosto, das 14h às 18h

Experiência com câmeras artesanais,
máquinas precárias e fotografia lúdica
Luiz Santos/PE
Local: Caranguejo Uçá (lha de Deus),
28 a 31 de agosto, das 09h às 12h


Leituras de portfolio ______________________

Thales Trigo/SP
MAMAM, dia 28 às 14h

Eder Chiodetto/SP
Murillo La Greca, dia 29 às 9h

Diognes Moura/SP
Galeria Arte Plural, dia 30 e 31 às 14h


Debates ________________________________

Miguel Chikaoka/PA (FotoAtiva)
Agência Zoon/RN
Michelle Soares/MG (Outro Olhar)
MAMAM, dia 30 às 19h

Ricardo Peixoto/PB (Agência Ensaio)
Rafael Johan e Paula Biazus/RS (Lata Mágica)
Luiz Santos/PE
MAMAM, dia 31 às 19h


Exposições ______________________________

Encubado – Olhos que vêm de longe Beto Figueirôa
Galeria Arte Plural, 16 de agosto a 09 de setembro

Olhares das cidades Coletivo de Alunos de Rádio e TV da UFPE
Galeria Capibaribe, CAC/UFPE – Centro de Artes e Comunicação,
Cidade Universitária, 21 de agosto a 01 de setembro

Fêmeas Mãos - Uma iconografia do artesanato em Pernambuco
Camila Targino
Museu Murillo La Greca, 26 de agosto a 01 de setembro

Linguagens Coletiva de 40 fotógrafos de Recife
Torre Malakoff, 26 de agosto a 05 de setembro

Resultado do projeto "Ver para Ser" Coletiva
Escola Oi Kabum, rua do Bom Jesus, 147, Bairro do Recife,
abertura dia 26 de agosto às 16 horas

Expedição Capibaribe da Nascente à Foz
(Arte dos povos ribeirinhos) Tuca Siqueira
Museu da Cidade do Recife (Forte das Cinco Pontas),
27 de agosto a 10 de setembro

Retratos do mercado Grupo Paspatu
Teatro do Parque, 28 de agosto a 15 de setembro

Comunhão Rodrigo Braga
Galeria Massangana (Fundaj Casa Forte), 30 de agosto a 14 de outubro

Exposição fotográfica de Luiz Santos com lançamento do livro
Tradições Negras, Políticas Brancas – Previdência Social
e Populações Afro-brasileiras Gabriel Alves (texto e pesquisa)
Museu da Cidade do Recife (Forte das Cinco Pontas),
abertura dia 30 de agosto às 19 horas, ficará em cartaz até 06 setembro

Brasília Teimosa (com lançamento do livro)
Bárbara Wagner
Museu da Cidade do Recife (Forte das Cinco Pontas),
31 de agosto a 12 de setembro


Palestras _______________________________

O mundo digital
Thales Trigo/SP
Teatro Hermilo Borba Filho, dia 27 às 19h

Tecnologia do Séc XIX a partir do acervo de Murillo La Greca
Camila Targino/PE
Museu Murillo La Greca, dia 28 às 14h

O atual momento do fotojornalismo contemporâneo
Eder Chiodetto/SP
Teatro Hermilo Borba Filho, dia 28 às 19h

Processos curatoriais na fotografia contemporânea
em espaços públicos
Diognes Moura/SP
Teatro Hermilo Borba Filho, dia 29 às 19h


II Mostra Recife de Fotografia ______________

A Mostra de Fotografia terá exibições em diversos locais
e tem o objetivo de dar visibilidade à produção local e nacional
nas suas mais diversas linguagens.

26 Dom Torre Malakoff, 19h ...............................

Noturnos 3'6"
Osmário Marques (PE)

Serrote do Gado Brabo 8'24"
Vânia Fialho (PE)

Dor e Solidão 2'35"
Alexandre Belém (PE)

Sertons 4'21"
Flávia Lira e Rodrigo Santos (PE)

Via Láctea 1'1"
Alexandre Belém (PE)

Ensaio artístico 1'10"
Agência Informar Pilar (PE)

Faces do Pilar 1'10"
Agência Informar Pilar (PE)

Próximo ao invisível 3'
Paulo Rodolfo (PE)

Favela 12-24 2'48"
Chico Porto (PE)

Uma viagem lomográfica 2'47"
Patrícia Leal (PE)

Circo do interior: a difícil arte
da sobrevivência 2'15"
Chico Porto (PE)

RecifeMostraLOMO 6'27"
Coletivo RecifeMostraLOMO
(PE, SP, PR, RJ, GO, EUA)

O outro lado 2'
Rodrigo Sotero (PE)

Parede branca, povo mudo 2'30"
Rafael Rodrigues F. de Araújo (PE)

Assim na terra como no Céu 3'41"
Rafael Rodrigues F. de Araújo (PE)

Doutores da Alegria 5'
Helder Tavares (PE)

Outra dimensão 6'
Núcleo de Fotografia da Escola Oi Kabum
(Mila Targino e Michela Albuquerque, org. / PE);

E o Sertão não virou mar 4'16"
Pedro Moreira (PE);

O essencial é invisível aos olhos 2'57"
Talita Matos (PE);

Mazurca do Alto do Moura 6'08"
Raquel Santana (PE);

Intersexualidade 1'39"
Roberta Guimarães (PE);

Da lama à fama 5'
Roberto Faria e Josie Rocha (BA);

Urbecama 1'58"
Júnior Pimenta (CE);

Turn me Loose 4'08"
Ghustavo Távora (4a Dimensão) (PE);

...Feito Poeira no Vento... 3'30"
Dirceu Maués (PA)

Visualizando urbanescências e urbanescentes 5'40"
Viviani Duarte Acioli (PE);

A magia do toque 4'
Júlio Riccó (SP)


27 Seg Pátio De São Pedro, 18h .........................

Roma, cidade aberta 4'11"
Anna Silveira (SP)

Escuro 3'02"
Adauto Júnior (PE)

Retratos do mercado 9'
Paspatu (PE)

Porto Alegre – fragmentos da capital 3'47"
Bruno Alencastro (RS)

Via Láctea 1'17"
Alexandre Belém (PE)

Um ser 3'05"
Orlando Nascimento (PE)

"Assim como . . ." 4'
Patrícia de Freitas (PE)

Vale do Catimbau, pedras, flores e rastros 10'
Leniée Maia (PE)

O caminho 2'09"
José Diniz (RJ)

Capibaribe dos mangues 4'
Josenildo Silva (PE)

Circo do interior: a difícil arte da sobrevivência 2'15"
Chico Porto (PE)

Ainda há paz 2'41"
Maíra Erlich (PE)

Múltiplas visões 9'30"
Câmara Escura (PE)

Matrizes Africanas: Orixás, Mestres e Folhas 8'44"
Costa Neto (PE)

Arquipélogo SPSP 7'
Simone Albuquerque (PE)

London eye 6'
Innó (PE)

Turn me loose 4'08"
Ghustavo Távora (4a Dimensão) (PE)


28 Ter Comunidade do Pilar/Recife Antigo, 18h .....

Pelada 1'28"
Paz Sales (PE)

Recifes 3'32"
Rosaclara Freire (PE)

Serrote do gado brabo 8'24"
Vânia Fialho (PE)

Favela 12-24 2'48"
Chico Porto (PE)

RecifeMostraLOMO 6'27"
Coletivo RecifeMostraLOMO
(PE, SP, PR, RJ, GO , EUA)

Múltiplas visões 9'30"
Câmara Escura (PE)

Matrizes africanas: Orixás, Mestres e Folhas 8'44"
Costa Neto (PE)

Paraíba 4'
Ferdinando Dantas (PB)

Corredor cultural 9'42"
Marcelo Feitosa (PE)

Arquipélogo SPSP 7'
Simone Albuquerque (PE)

Mazurca do Alto do Moura 6'08"
Raquel Santana

Vale do Catimbau, pedras, flores e rastros 10'
Leniée Maia (PE)

Vida das Águas 3'
Elenilson Soares (PE)

...Feito poeira no vento... 3'30"
Dirceu Maués (PA)


29 Qua Estação Central do Metrô, 17h30 .........

Flor_es_tal ambiente 3'11"
André Schebba (PE)

Paranóia 2'53'
Andréa Moura

Serrote do gado brabo 8'24"
Vânia Fialho (PE)

Retratos do mercado 9'
Paspatu (PE)

Sertons 4'21"
Flávia Lira e Rodrigo Santos (PE)

Brincadeiras de rua 2'29"
Letícia Andrade (PE)

Circo do interior: a difícil arte da sobrevivência 2'15"
Chico Porto (PE)

O Outro lado 2'
Rodrigo Sotero (PE)

Anônimos, famosos e viajantes 7'49"
Karla Vidal (PE)

Ainda há paz 2'41"
Maíra Erlich (PE)

Luz 2'34"
Amanda Batista (PE)

Doutores da Alegria 5'
Helder Tavares (PE)

Flores do mundo 3'
Antônio Cavalcanti (PE)

Macrossomo 1'58"
Gustavo Coelho (RJ)

Corredor cultural 9'42"
Marcelo Feitosa (PE)

O caminho 2'09"
José Diniz (RJ)

London eye 6'
Innó (PE)

Visualizando urbanescências e urbanescentes 5'40"
Viviani Duarte Acioli (AL)

A Magia do toque 4'
Júlio Riccó (SP)


30 Qui Hospital Ulysses Pernambucano (Tamarineira), 18h ...

Papangu 3'
Junancy Wanderley (PE)

O colorido das flores 9'
Michelline F. Rodrigues (PE)

Recifes 3'32"
Rosaclara Freire (PE)

Abstrações fotográficas 4'
Enio Castelo (CE)

Via Láctea 1'17"
Alexandre Belém (PE)

Um ser 3'05"
Orlando Nascimento (PE)

"Assim como . . ." 4'
Patrícia de Freitas (PE)

Sentimentos antigos 4'30"
Renata Teles e Germano Rabello (PE)

Favela 12-24 2'48"
Chico Porto (PE)

Uma viagem lomográfica 2'47"
Patrícia Leal (PE)

RecifeMostraLOMO 6'27"
Coletivo RecifeMostraLOMO
(PE, SP, PR, RJ, GO, EUA)

Múltiplas visões 9'30"
Câmara Escura (PE)

Doutores da Alegria 5'
Helder Tavares (PE)

Corredor cultural 9'42"
Marcelo Feitosa (PE)

E o Sertão não virou mar 4'16"
Pedro Moreira (PE)

Mazurca do Alto do Moura 6'08"
Raquel Santana (PE)

Urbecama 1'58"
Júnior Pimenta (CE)

...Feito poeira no vento... 3'30"
Dirceu Maués PA

A Magia do toque 4'
Júlio Riccó


31 Sex Praça São Francisco de Assis (UR-7 Várzea), 19h ...

Pelada 1'28"
Paz Sales (PE)

Noturnos 3'6"
Osmário Marques (PE)

RecifeMostraLOMO 6'27"
Coletivo RecifeMostraLOMO (PE, SP, PR, RJ, GO, EUA)

Flor_es_tal Ambiente 3'11"
André Schebba (PE)

Serrote do Gado Brabo 8'24"
Vânia Fialho (PE)

Sertons 4'21"
Flávia Lira e Rodrigo Santos (PE)

Ensaio Artístico 1'10"
Agência Informar Pilar (PE)

Faces do Pilar 1'10"
Agência Informar Pilar (PE)

Capibaribe dos Mangues 4'
Josenildo Silva (PE)

Brincadeiras de Rua 2'29"
Letícia Andrade (PE)

Circo do Interior: a difícil arte da sobrevivência 2'15"
Chico Porto (PE)

Ainda Há Paz 2'41"
Maíra Erlich (PE)

Parede Branca, Povo Mudo 2'30"
Rafael Rodrigues F. de Araújo (PE)

Luz 2'34"
Amanda Batista (PE)

Matrizes Africanas: Orixás, Mestres e Folhas 8'44"
Costa Neto (PE)

Doutores da Alegria 5'
Helder Tavares (PE)

Macrossomo 1'58"
Gustavo Coelho (RJ)

Corredor Cultural 9'42"
Marcelo Feitosa (PE)

Outra Dimensão 6'
Núcleo de Fotografia da Escola Oi Kabum
(Mila Targino e Michela Albuquerque, org. / PE)

London Eye 6'
Innó (PE)

Da Lama à Fama 5'
Roberto Faria e Josie Rocha (BA)


01 Sab Pátio de São Pedro, 18h ......................

Noturnos 3'6"
Osmário Marques (PE)

Serrote do gado brabo 8'24"
Vânia Fialho (PE)

Dor e solidão 2'35"
Alexandre Belém (PE)

Ensaio artístico 1'10"
Agência Informar Pilar (PE)

Faces do Pilar 1'10"
Agência Informar Pilar (PE)

Portas do mundo 2'52"
Orlando Nascimento (PE)

Próximo ao invisível 3'
Paulo Rodolfo (PE)

Favela 12-24 2'48"
Chico Porto (PE)

Uma viagem lomográfica 2'47"
Patrícia Leal (PE)

Circo do interior: a difícil arte da sobrevivência 2'15"
Chico Porto (PE)

RecifeMostraLOMO 6'27"
Coletivo RecifeMostraLOMO (PE, SP, PR, RJ, GO, EUA)

O outro lado 2'
Rodrigo Sotero (PE)

Assim na Terra como no Céu 3'41"
Rafael Rodrigues F. de Araújo (PE)

Doutores da Alegria 5'
Helder Tavares (PE)

Outra dimensão 6'
Núcleo de Fotografia da Escola Oi Kabum
(Mila Targino e Michela Albuquerque, org. / PE)

E o Sertão não virou mar 4'16"
Pedro Moreira (PE)

Mazurca do Alto do Moura 6'08"
Raquel Santana (PE)

Intersexualidade 1'39"
Roberta Guimarães (PE)

Urbecama 1'58"
Júnior Pimenta (CE)

...Feito poeira no vento... 3'30"
Dirceu Maués (PA)

Além das exibições acima, haverá também projeção
da Mostra no Cinema da Fundação (Derby),
no Domingo (26 de agosto) e no Sábado (01 de setembro),
sempre antes das sessões.

Informações
81 3232 1409
semanadefotografia@gmail.com


Material enviado por Natuza Ferreira de Carvalho